•abril 11, 2010 •
2 Comentários
Nunca gostei de despedida, só apenas lidei com ela. E agora chegou o momento de enterrar este blog que já vinha definhando há tempos. Aqui muita coisa não foi boa, e nem muita foi comentada. Apesar de que, meio que muitas vezes se ter visitas demais… Aqui ficou a parte pessoal, mas que quase não diz. Afinal, a verdade é que tudo por aí anda infinito demais aos meus olhos.
Agradecer a vazio? Nem sei, de fato nem é certo que se deva dizer “Obrigada”. Até porque, eu fui obrigada de quê? No final das contas só tive o trabalho de superar a vergonha de publicar aquilo meu, ruim ou bom. E nem sei, vai que amanhã eu volto já. Por vezes me é drama de momento, do agora hoje, essa de borrar o hábito forçado de produzir algo menos acadêmico. Mas eu vou lá, e é isso que importa. Um bom Adeus, pelo menos que eu queira. (:
Publicado em algumas formas de relatos, escritos avulsos
•abril 9, 2010 •
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Abraçar era difícil quando ele ficava sem camisa, e aqueles pelos lhe roçavam a pele lisa. Era pequena demais, mas a mãe queria tirar aquela foto nem que se tivesse que suportar toda presença de tantas coisas demais. A cena era basicamente uma cama enorme, um pai e uma filha de tamanhos absurdamente antagônicos. Mas tudo era muito mais que isso. Lembrança de proteção, é isso que isso é. Ou não, talvez só parte que não se cabe de dizer, e que nada pode ouvir de verdade. Só se sabe que tempo passa, seja lá o que pode acarretar essa quase meia verdade…E que no final das contas, depois de quase rugas que surgem,a foto ainda tem eternizado o que se tem como sonho. Depois de tempos, de pequena a menina tem muitas coisas; e tivera que violar muitos termos, experimentar de muitos erros, afundar além de abismos, tocar na carne dilacerada de parte interna moída, cheirar a podridão humana, perder fé e tantos mais para começar a descobrir os privilégios do sorver de si mesma a simplicidade de ser.
Publicado em alguma idéia solta e pessoal, algumas formas de relatos, Baseado em fatos reais, narrativas?
•abril 5, 2010 •
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Luiza diz:
tudo
thais diz:
cara
nao dá pra falar tudo agora não
mas resumindo,você é bem bonita,uma beleza peculiar e tem um jeito massa
apesar de distraida e apressada
e é gostosa pa caramba
Luiza diz:
distraída e apressada
HEUAHUEHAUHE
adorei essa parte
(:
GHAGAGA
e a parte do gostosa, nem esperava
thais diz:
me define agora
SINCERIDADE
e nada de reciprocidade
Luiza diz:
voce as vezes demonstra apatia demais
quando tem gente estranha no recinto
mas parece sentir demais, e se confundir mais ainda
tem uma magreza perfeita e equilibrada com curvas
e um cabelo foda, um rosto harmonico. tem um certo bico excessivo
mas talvez esse seja seu charme
thais diz:
eufemismo para dentuça.
Luiza diz:
eu sou dentuça
HAHAH, mas digo, sua boca é proeminante
pequena e grande
thais diz:
aapatia é o que me domina,mané
Luiza diz:
sei lá
em parte
thais diz:
sei de qualé
Luiza diz:
mas eu te faço ri
Publicado em Baseado em fatos reais, escritos avulsos
•abril 5, 2010 •
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é a base da babaquice do (nome do curso removido- momento AI-5)
eles querem ser iguais a esse povo?
eu não quero.
jargões, prepotência, sei lá. ninguém sabe nada, nem quem sabe demais.
a ciência então, grande farsa.
mas eu sou apaixonada por ela.
afinal, todo mundo é uma farsa, ao menos em parte.
[conversa sobre a presunção e a arrogância de certos estudantes universitários]
Publicado em alguma idéia solta e pessoal
•abril 4, 2010 •
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contar com maestria do que me falta
é o desejo contido que não se pode soltar
dias sozinhos, sóis de dor, ardor de imensidão
pobres desses que nem sabem o que é tocar lá
onde o mais fundo é o mais sublime
o certo é, se não fosse amanhã, não seria eu.
Publicado em alguma idéia solta e pessoal, tentativa poética
•março 24, 2010 •
1 Comentário
“O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite”
consigo sentir.
Publicado em narrativas?
•março 22, 2010 •
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A eternidade já nasce com o peso de ser essa coisa do pra sempre, que nem dá jeito, e não tem jeito. E mesmo que haja mudança, e que tudo mude, e talvez acabe, ainda está ali. Foi assim que vi que a minha lembrança não era eterna, até porque até que ponto não embuto vários quês de agora, que até então não existiam no que penso ser um rolo de filme de tempos atrás? Digo, essa coisa de que o recordado é por parte inventado por nosso cérebro (por exemplo, alguns elementos a mais ou menos em uma cena) me faz pensar que (quase) nada é completamente pleno. E talvez minha lembrança se tenha alterado, não só na forma de enxergá-la. Aquela velha cena, do dia que eu jamais irei esquecer no corredor lá de casa, já me fez danças sinestésicas de maneiras infinitas. De qualquer modo, este baque fez poesia em mim que jamais haverá borda que se possa puxar e desmanchar o enovelado, independente de quanto este mundo endureça o que há por dentro de mim. Eu sempre terei a imensidão do eterno.
Publicado em alguma idéia solta e pessoal, algumas formas de relatos
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